Deixei meu celular em casa... e agora?

Publicado em: 04/06/17

Até que ponto o uso de aparelhos celulares e de brinquedos da moda, como o “Hand Spinner”, nas dependências da escola, podem prejudicar os estudos e a convivência entre os adolescentes?

Constantemente, situações de conflitos envolvendo o uso indevido desses aparelhos por parte de nossos alunos, vêm nos fazendo discutir e refletir sobre a conscientização da utilização inteligente dos recursos tecnológicos.

Desde 2008, o projeto de lei estadual que originou a norma de proibição de aparelhos celulares em sala de aula diz que esse uso pode desviar a atenção dos alunos, possibilitar fraudes durante as avaliações e provocar conflitos entre professores e alunos – e alunos entre si – influenciando o rendimento escolar. Se por um lado, a tecnologia serve de apoio às ações educacionais, por outro o seu uso exacerbado se torna um empecilho.

Há diferenças entre a discussão das formas e dos modos de se fazer uso de tecnologias em espaços coletivos e sua exclusão. Sob essa perspectiva, a escola tem o dever de humanizar e educar cidadãos, posicionando-se por vezes “no fio da navalha” entre exercer a autoridade e ser autoritária. Nesses aspectos, a escola precisa se posicionar quando o uso desses aparelhos interfere diretamente nas atitudes disciplinares dos alunos e quando estes parecem não compreender a dimensão que determinadas ações podem tomar. Por isso, tendo como base as determinações divulgadas pelo Estado quando alguma questão é colocada em pauta, é conferido ao regimento interno das instituições particulares a função de adaptarem essas medidas a seu projeto político-pedagógico.

Quanto ao “brinquedo da moda” (Hand spinner), consiste num equipamento que, quando impulsionado, começa a girar constantemente na ponta dos dedos do seu usuário. Temos observado que em vez de auxiliar na concentração e na ansiedade, como as pessoas têm afirmado, na escola o efeito tem sido outro. Há alunos tentando “brincar” durante as aulas, se envolvendo em discussões em decorrência do brinquedo na hora dos intervalos, perdendo-o, enfim, tirando o foco daquilo que realmente importa em um ambiente escolar: a preparação para os estudos!  

A escola entende que a partir do momento em que o fator primordial da educação – que é o de promover meios significativos para a construção do processo ensino-aprendizagem – começa a dar sinais de inconsistência na qualidade do estudo dos alunos, por qualquer que seja o motivo, eis o momento exato de intermediá-los. 

 

Professor Enio Silva

Coordenador do Ensino Fundamental II

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